quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sábias palavras...

"E eu me despojo, me dilacero e me mato pelo ser amado? É verdade. Enquanto o ser amado é esta projeção ideal de mim mesmo, tanto que ele é meu bem, minha coisa, tanto que ele é eu. É tão bom sair da imunda solidão. Sozinhos, sinceramente não ousaríamos. Mas dar tudo a este outro que é você, quão boa chuva de verão num coração endurecido. Até o momento em que, por capricho, por acaso, o outro torna-se um outro, sem mais. Então freamos os custos, naturalmente. Que querem vocês que se dê a um outro nesta terra? Seria filantropia, não mais seria amor"


Jean Anouilh

domingo, 7 de agosto de 2011

Trecho do livro Sushi

" Sabem como é... As vezes, você conhece uma pessoa maravilhosa, mas apenas por um rápido instante. Talvez em férias, num trem ou até numa fila de ônibus. E essa pessoa toca sua vida por um momento, mas de uma maneira especial. E, em vez de lamentar o fato de ela não poder ficar com você por mais tempo ou por você não ter a oportunidade de conhecê-la melhor, não é mais sensato ficar satisfeito por ter chegado a conhecê-la um dia? " Marian Keyes


 Já li duas vezes e Recomendo!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A vida não espera...

Não espere um sorriso para ser 
gentil...
Não espere ser amado para amar!
Não espere ficar sozinho para
 reconhecer o valor de um amigo...
Não espere ter muito para 
compartilhar um pouco...
Não espere a queda para se 
lembrar do conselho...
Não espere a dor para acreditar 
na oração...
Não espere ter tempo para servir...
Não espere a magoa do outro para 
pedir perdão
Nem espere a separação para se reconciliar...
Não espere...porque o amanhã pode não chegar...

QUASE...

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luís Fernando Veríssimo

domingo, 21 de novembro de 2010

Always with me ...

É bom saber que melhor de tudo está por vir... 
... Muito importante você ter voltado pra minha vida... mesmo nunca tendo saído!




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

É assim...

"Tome a tua vida em tuas mãos,
E não entregue a direção dela a ninguém. 
Por mais que te amem, por mais que desejem o teu bem, só você é capaz de saber o que realmente sente, 
E aquilo que você passa de impressão para os outros, 
Nem sempre corresponde ao que vai na sua alma. 
Quantas vezes você já sorriu
Para disfarçar uma lágrima teimosa? 
Quantas vezes quis gritar e sufocou o pranto? 
Quantas vezes quis sair correndo de algum lugar
E ficou por educação, respeito ou medo? 
Quantas vezes tudo o que você desejou era apenas um abraço. Um consolo, uma palavra amiga e só recebeu ingratidão? 
Quantos passos foram necessários para chegar
Até onde você chegou? 
Criticar é fácil, mas usar o seu sapato ninguém quer, vestir as suas dores ninguém quer, Saber dos seus problemas, só se for por curiosidade, 
Por isso, não entregue a sua vida nas mãos de ninguém, nada de acreditar que sem essa ou aquela pessoa, você não vai viver.
Vai viver sim, o mundo continua girando e, se você deixar, pode te trazer algo muito melhor"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SAUDADE...

" Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade..." 


O que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. 
Saudade de uma cachoeira da infância. 
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. 
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. 
Saudade de uma cidade. 
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. 
Doem essas saudades todas. 
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida. 
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ele para o trabalho, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ele continua fungando num ambiente mais frio. 
Não saber se ele continua se cortando ao fazer a barba.
Não saber se ele ainda usa meia até no verão. 
Não saber se ele foi à consulta com o cardiologista como prometeu.
Não saber se ele tem comido bem, se ele tem se atrasado para o trabalho, se aprendeu a se virar com o português e as frases, se ele conseguiu controlar sua grosseria, se ele continua odiando cerveja e preferindo coca, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, e dançando daquele jeito esquisito, se ele continua ouvindo rock, se ele continua gostando de misturar comida com banana, e se ele continua amando...
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer. 
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ele esta mais belo. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. 
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...